22/03 às 19:01

Ceroula de Olinda: uma troça de muita história e tradição

Ceroula de Olinda: uma troça de muita história e tradição
A tradição da Ceroula de Olinda começou no dia 5 de Janeiro de 1962. Um grupo de 6 pessoas, Antonio Aurélio Sales (Cabela), Arthur Ferreira, Gilvan Gonçalves, Lúcio, Lucilo Araújo e Jamones Góes se reuniram e resolveram fundar a Ceroula, uma troça masculinista, com o intuito de brincar o carnaval longe dos olhares das respectivas noivas e namoradas.

O nome foi escolhido numa contraposição à outra troça da cidade, o Pijama. Como sugere o nome, inicialmente apenas homens podiam desfilar no bloco e só em 1987 a diretoria autorizou que mulheres usassem a camisa da troça.


O hino


Em 1969, o saudoso boêmio seresteiro, Milton Bezerra de Alencar, compôs o item que faltava para o estrondoso sucesso da Ceroula: o Hino da Troça. De melodia simples e letra fácil, é  seguramente um dos mais executados do carnaval de Pernambuco.

"Eu vou este ano à lua

Não é privilégio, foguete já tem

Eu quero ver se o carnaval de rua

Collin, Aldrin e Armstrong falam que vai bem

 

Eu quero ver se tem troça que escolha

Como em Olinda que tem a Ceroula

Mas se tiver para mim é legal

Passarei lá na lua todo o Carnaval"

Sempre que desfila, a troça reúne uma multidão pelas ladeiras e emociona os foliões, que entoam em uníssono o 'Pa pa pa pa, parará parará' da famosa música.

 

Ceroulinha


Em 1979 filhos, sobrinhos, netos, bisnetos e amigos da família ceroulense fundaram a chamada “Ceroulinha”. Uma versão infantil da troça repleta de novos carnavalescos, que ajudou na consolidação definitiva da Ceroula.