Em Pernambuco, existe um ritmo que encanta qualquer pessoa de qualquer idade, o frevo. Entre os fim do século XIX e o início do século XX, ocorreu o aparecimento desse ritmo carnavalesco extremamente animado.

 

Sua palavra ” Frevo”  vem de ferver, que na pronúncia popular ficou “frever” uma vez que, o estilo de dança faz parecer que abaixo dos pés das pessoas exista uma superfície com água fervendo.
O frevo é uma dança bastante complexa , com passos bem complicados, rodopios, passos miúdos, malabarismo e muito improviso. Originalmente não tem letra, apenas é tocado por uma banda, levando uma energia contagiante a todos que escutam. Os dançarinos usam roupas bastante coloridas com uma sombrinha também colorida nas mãos enquanto dançam, demonstrando técnica e gingado.

Créditos: Acervo PE no Carnaval
O Ritmo carnavalesco que anima todo o público. Créditos: Acervo PE no Carnaval

O Ritmo que nos encanta em qualquer época do ano é dividido em três ritmos:

Frevo de Rua: É o frevo feito exclusivamente para dançar,completamente instrumental. Ele se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, por isso é considerado um ritmo  exclusivamente para dançar. Ele pode ter notas agudas, introdução de semicolcheias (frevo ventania), e a predominância de pistões e trombones.
Frevos de Rua mais conhecidos: Porta-bandeira, de Guedes Peixoto; Trinca do 21 de Mexicano; Vassourinha, de Matias da Rocha; Último dia, de Leviano Ferreira.
Frevo de Bloco:
Originada das serenatas realizadas paralelamente ao carnaval, no início do século. A orquestra de Pau e Corda é composta de banjos, violões, cavaquinhos e recentemente vem sendo utilizado também o clarinete.
Frevos de bloco mais conhecidos: Valores do Passado, de Edgar Moraes; Marcha da Folia, de Raul Moraes; Relembrando o Passado, de João Santiago; Saudade dos Irmãos Valença, e Evocação n° 1, de Nelson Ferreira; Madeira que cupim não Rói, de Capiba.

Frevo canção: Frevo mais lento, com algumas semelhanças em relação à marchinha carioca. É composto por uma introdução e uma parte cantada, terminando ou começando com um refrão.
O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estribilhos.
Frevos de canção mais conhecidos:
Borboleta não é ave, de Nelson Ferreira; Na mulher não se bate nem com uma flor, de Capiba; Hino de Pitombeira, de Alex Caldas; Hino de Elefante, de Clídio Nigro; Vestibular, de Gildo Moreno.

 

 

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O Frevo, comemorado também no  dia  14 de setembro, é um dos ritmos pernambucanos mais conhecidos e este dia tão querido tem uma explicação significativa.  Em homenagem ao jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que foi, segundo pesquisas, o criador da palavra Frevo, tendo sido escolhido a sua data de nascimento, 14 de Setembro de 1882 como a data de homenagem. Porém, alguns historiadores afirmaram posteriormente que na realidade a primeira aparição da palavra frevo ocorrera em 9 de Fevereiro de 1907, sendo essa a data considerada oficial, pelo menos em Pernambuco, local de origem do Frevo. Que sorte a nossa, comemorar duas vezes no ano o Frevo é um privilegio dos pernambucanos.

 

 

Elementos do Frevo:

 

Sombrinha: A principio era usada para proteger do sol e muitas vezes era utilizada como arma em caso de conflito. Com o passar de alguns anos, a sombrinha foi ficando cada vez menor e com muito mais cores, tornando-se assim um elemento de tradição e firmando como um simbolo oficial do frevo.

 

A sombrinha é um dos elementos do Frevo. Créditos: Acervo PE no Carnaval
A sombrinha é um dos elementos do Frevo. Créditos: Acervo PE no Carnaval

Estandartes: É uma bandeira que sempre está na frente dos cortejos com uma emblema. os Estandartes caracterizam a agremiação ou aquele determinado grupo. Essa tradição vem desde das cruzadas na idade média, quando as missões que tinham fins militares e religiosos carregavam bandeiras com símbolos alegóricos como cruzes e brasões.

Estardante do Galo da Madrugada. Créditos: Weligton Silva. Galo da Madrugada 2016
Estandarte do Galo da Madrugada. Créditos: Weligton Silva.

Roupas: As roupas são um dos elementos que mais chama atenção quando falamos de frevo. Geralmente a vestimenta é de uso cotidiano, sendo a camisa mais curta que o comum e justa ou então a à altura da cintura, a calça também de algodão fino, colada ao corpo, variando seu tamanho entre abaixo do joelho e acima do tornozelo, toda a roupa com predominância de cores fortes e estampada. As mulheres se diferenciam pelo o uso de um short sumário, com adornos que dele pendem ou mini-saias, que dão maior destaque no momento de dançar.

 

Passista de frevo na noite de Carnaval do Marco Zero. Créditos: Acervo PE no Carnaval
Passista de frevo na noite de Carnaval do Marco Zero. Créditos: Acervo PE no Carnaval

Passos do frevo: Caracterizada pela sua individualidade na exibição, o frevo possui passos altamente incríveis. Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Os passos básicos elementares podem ser considerados os seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso, pontilhado, ponta de pé e calcanhar, saci-pererê, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este último claramente identificável na capoeira

 

Confira outras matérias em homenagem o dia do frevo AQUI 

Pe no Carnaval 2017-02-09 08:00:43 Safari Studio Safari Studio
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Dançar frevo além de prazeroso é extremamente divertido, não é verdade? Mas alguns passos acabam nos deixando um pouco doloridos, para isso, é preciso um bom preparo físico. Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Conheça alguns deles:

DOBRADIÇA – Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no equilíbrio. Não há deslocamentos laterais. Os pés pisam no mesmo local com os calcanhares e pontas.

TESOURA

A – Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os lados.

B – O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita `a frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé, deslocando o corpo para esquerda. Refaz-se todo o movimento, indo a perna esquerda por trás da direita para desfazer o cruzamento. Neste movimento, o deslocamento para a direita é feito com o corpo um pouco inclinado.

LOCOMOTIVA- Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.

FERROLHO – Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o tempo e a marcha da música. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e calcanhar; o passista descreve uma circunferência.

PARAFUSO – Total flexão das pernas. O corpo fica, inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista arria o corpo devagar).

 

 

Pe no Carnaval 2017-02-09 08:00:04 Safari Studio Safari Studio
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Dançar frevo é extremamente divertido, mas para isso, é preciso um bom preparo físico, principalmente para as pernas. Praticar esse ritmo traz diversos benefícios para sua saúde tanto mental quanto física.

Confira passo a passo de como dançar frevo e não fazer feio nesse Carnaval 2017:

Pe no Carnaval 2017-02-08 08:00:43 Safari Studio Safari Studio
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O Bloco do Caixão, conhecidíssimo na cidade de Amaraji – PE, desfila todos os anos no sábado de Zé Pereira. Neste Carnaval 2017, o bloco está marcado para acontecer no dia 25 de fevereiro, com   concentração onde  teremos  Paredões de som automotivo,  na Rua Duque de Caxias, com horário marcado para às 22h até às 0h. Em seguida  o desfile acontece das 0h a 1h30 do dia 26, durante o percurso teremos paredões de Som Automotivo, Carro de Som e Orquestra de Frevo.

Preparação do Caixão. Créditos: Divulgação.
Preparação do Caixão. Créditos: Divulgação.

O Bloco irá percorrer as ruas: Da Rua Duque de Caxias, Avenida José Ozório, Clube, Rua 23 de Julho, Praça Comendador José Pereira, Rua XV de Novembro, Praça Dr Jorge Coelho, PE-63, Cemitério Publico, onde irá ser a dispersão do bloco. Totalizando em torno de 4 Km de pura folia e tradição.

 

 

 

Conheça na íntegra a  história do bloco do Caixão 

No fim da tarde do sábado de Zé Pereira, 04 de fevereiro do ano de 1989, após receber o salário da semana de trabalho, um grupo de trabalhadores de uma fábrica de vassouras, localizada no final da Rua Duque de Caxias, a “Rua D´água”, em Amaraji – PE, se reuniu, comprou bebidas e tira gostos e ali mesmo, nos fundos da serraria, fizeram uma batucada e beberam, comemorando a vida e o Carnaval que estava a iniciar. Ali estavam Ramos, Uruba, Marcos, Cacau, Dóde, Geovane, Íla e outros amigos. Eis que Uruba, cansado e um tanto afetado pela cachaça enjerida, caladinho, deitou na caixa onde se depositavam as cunhas das vassouras e ali mesmo dormiu. Os companheiros, vendo aquela situação, resolveram carregar Uruba no caixote, como se fosse um andor, e acompanhados pela batucada, saíram pela Rua D’água, brincando, tocando e juntando gente. Nascia naquele momento o Bloco do Caixão.

 

 

No ano seguinte, 1990, o bloco já teve um caixão de verdade, feito em madeira de jaqueira, pesado, já foi carregado por uma multidão no sábado de Zé Pereira, iniciando a tradição de sair a meia noite e ir até o Cemitério. A tradição que se repete, interruptamente, até hoje, sempre acompanhado por orquestra de frevo.

 

 

Aos poucos a figura da viúva, a tampa de caixão Estandarte, as velas acesas na concentração, foram se juntando ao formato inicial, permanecendo sempre a essência. Hoje o inusitado Bloco do Caixão, todos os anos arrasta uma verdadeira multidão, com 3, 4 mil pessoas pelas apertadas ladeiras e ruas de Amaraji, que animadas vão “carregando o defunto” e pulando o frevo.

Pe no Carnaval 2017-01-30 11:51:13 Safari Studio Safari Studio
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O pai dos bonecos gigantes de Olinda, o nosso querido mestre Silvio Romero Botelho de Almeida nasceu no dia 14 de maio de 1956, no bairro do Amparo, em Olinda. Desde cedo começou a trabalhar com esculturas em madeira, gesso e barro, tendo como influência os ceramistas de Caruaru, principalmente o Mestre Vitalino.

 

Silvio aprendeu diversas técnicas com o artesão Olindense Roque de Lima, que é mais conhecido como o Roque Fogueteiro. Ele aprendeu como é o processo de implantação de cabelo nos bonecos, fazer a massa da modelagem, misturar solventes e tintas, combinar cores, etc.

 

Deu inicio em projetos carnavalescos na década de 1970, confeccionando máscaras e alegorias. Em 1974, Silvio criou o seu primeiro boneco gigante “O menino da tarde” , onde é o filho do encontro entre o Homem da Meia-noite e A mulher do dia.

 

Cada vez mais com viagens e influencias, Silvio veio aperfeiçoando suas técnicas de criação dos bonecos, evoluindo da tradicional modelagem em barro para a modelagem direta em bloco de isopor, conseguindo leveza e versatilidade nos Gigantes.

 

Antes, os bonecos gigantes pesavam cerca de cinqüenta quilos. Hoje, o corpo é feito com fibra de vidro, chegando a medir três metros de altura e pesar de treze a quinze quilos.

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Bonecos gigantes desfilam na terça-feira de Carnaval. Créditos: Sol Pulquerio/PE no Carnaval

Ele foi o idealizador do Encontro de Bonecos Gigantes de Olinda, cuja 26ª edição, aconteceu em 2013, reunindo bonecos dele e de outros artesãos, na  terça-feira de Carnaval,  em Olinda.

 

O primeiro Encontro dos Bonecos Gigantes de Olinda aconteceu num sábado de 1987. Fiz o encontro para brincar. Fechava a rua com os bonecos para pedir dinheiro as pessoas que passavam e, depois, tomar cerveja. A ideia ficou e vem acontecendo todos os anos. Em 1990, fizemos uma inovação com o casamento d’O Homem da Meia-Noite com A Mulher do Dia para legitimar os filhos O Menino do Dia e A Menina da Tarde”. (SILVIO, 2007).

 

Silvio, considerado o Pai dos Bonecos Gigantes de Olinda, possui mais de novecentos bonecos gigantes, e é o mais conhecido bonequeiro de Pernambuco, com reconhecimento nacional e internacional.

Pe no Carnaval 2017-01-20 11:48:33 Safari Studio Safari Studio
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O Carnaval mais multicultural do mundo, o Carnaval do Recife, já anunciou dois grandes nomes que serão homenageados nesse Carnaval de 2017, Almir Rouche e os Caboclinhos Carijós do Recife.

 

Sobre Almir Rouche:

Almir Rouche, com aproximadamente 28 anos de carreira, é um dos principais artistas do carnaval pernambucano, ele é considerado o puxador oficial do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo, onde atraí um público de mais de dois milhões de pessoas anualmente.

 

Almir ficou tornou-se conhecido enquanto cantava com a Band Pinguim, trio elétrico que enfrentava com frevo eletrizado os grupos de axé music, nos tempos do carnaval baiano de Boa Viagem. Também participou da banda Banda Humm e segue há 10 anos em carreira solo.

Com um repertório riquíssimo  de ritmos regionais, com um toque pessoal, Almir Rouche também compõe e interpreta ritmos como o Forró, Coco, Maracatu, Ciranda, Caboclinho, Balada e MPB. Entre suas canções mais conhecidas, estão ‘A Vida Inteira te Amar’, ‘Deusa de Itamaracá’ e ‘Galo, eu te amo’.

Homenageados do Carnaval de Recife 2017. Créditos: Andréa Rêgo Barros/Divulgação
Homenageados do Carnaval de Recife 2017. Créditos: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

 

 Sobre os Caboclinhos Carijós do Recife:

 

A agremiação Caboclinhos Carijós do Recife, foi heptacampeã do concurso de Carnaval promovido pela prefeitura do Recife. Fundada pelo estivador Antônio da Costa em 6 de março de 1896. A tradição conta que Antonio costumava incorporar o caboclo Carijó e recebeu da entidade a incumbência de preservar a cultura regional organizando um grupo de pessoas vestidas como indígenas no carnaval. Atualmente a sede do grupo fica localizada no bairro da Mangabeira e tem 120 componentes que fazem de tu para levar a tradição.

 

 

Pe no Carnaval 2017-01-17 09:31:54 Safari Studio Safari Studio
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Fundado em 2007, o Troço VEMPRUKIÉTEU , anuncia em mais um ano a sua presença no Carnaval 2017, o bloco desfila no dia 25, às 10h, embaixo da Pitombeira – Olinda (Por trás da Igreja de São Pedro). No desfile os foliões irão contar com Orquestra de Frevo , Camisa Xilografada , Bebidas Free na Concentração: Cerveja, Refrigerante, Caipirinha e Água!

O valor custa R$ 65

Vemprukiéteu comemora 10 anos. Créditos: Divulgação.
Créditos: Divulgação.

História do Troço:

“Inicialmente a ideia era apenas reunir amigos ao som de uma pequena orquestra. Mas diante da incrível receptividade e tomados pela paixão carnavalesca, decidimos investir muito em nossa orquestra e tornar o Troço VEMPRUKIÉTEU no melhor bloco de frevo das manhãs dos sábados de carnaval de Olinda. “ diz um um dos integrantes

Vemprukiéteu arrasta multidão nas ladeiras de Olinda.
Créditos: Divulgação.

TROÇO CARNAVALESCO VEMPRUKIÉTEU”, que tem esse nome em alusão justamente ao convite: VEM PARA O QUE É TEU (da tua terra, tua raiz)”, acrescenta.

Pe no Carnaval 2017-01-13 12:55:25 Safari Studio Safari Studio
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Maracatu é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira, surgida em meados do século XVIII, a partir da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. É formada por uma orquestra de percussão que acompanha um cortejo real. Os participantes representam personagens históricos como Reis, Rainhas, Embaixadores.
É um tipo de dança de cortejo associada aos reis congos. Tradicionalmente, os maracatus, surgiram e se desenvolveram ligados às irmandades negras do Rosário.

 

Maracatu traz diversas riquezas culturais no seu toque. Créditos: Max Levay/ PE no Carnaval
Maracatu traz diversas riquezas culturais no seu toque. Créditos: Max Levay/ PE no Carnaval

Existem dois tipos de Maracatu:  O Baque Virado e o Maracatu Rural. O Baque virado surgiu aproximadamente no século XVIII, onde participavam entre 30 e 50 figuras dentre elas a porta-estandarte. Em seguida vinham as damas do paço,  que carregavam os bonecos de ordem religiosa, chamadas Calungas. Depois das damas do paço, segue a corte composta por: Rei e Rainha, o vassalo (o escravo que carrega o guarda-sol dos reis), figuras da corte, damas da corte, yabás (baianas ou escravas) e, por fim, os batuqueiros. Os instrumentos de percussão desse grupo são alfaias (Os tambores grandes), ganzás ( as caixas e taróis), e gonguê.  Este maracatu tradicional Baque virado é assim chamado porque esta palavra é sinônimo de um dos toques característicos do Cortejo, começa com o ritmo compassado e depois segue cada vez mais rápido. A zoada do Baque anuncia de longe a chegada do Maracatu.

 

Já o Marcatu Rural ou de Baque Solto, é uma mistura de várias manifestações, mas representada por uma figura conhecida como Caboclos de lança. Diferencia-se do Baque virado em ritmos, organização e personagens. Esse tipo de Maracatu também chamado de Orquestra ou de Trombone. Ele surgiu com a crise da II Guerra Mundial , onde trouxe uma migração da zona rural para o Recife. A manifestação é composta por diversas pessoas  simples, geralmente trabalhadores rurais. Além de personagens como Rei e Rainha, trazem também a porta-Bandeira ou chamadas de  Baliza, as porta-buquês, as damas do paço, as baianas, vários caboclos, dentre eles, os caboclos de lança, de pena e a boneca de Aurora. Alguns passos lembram um duelo, pelas batidas da lança, danças de espada ou bastão. Os caboclos de pena usam um capacete grande com penas, fitas e bordados. Seus instrumentos são Gonguê, ganzá, tarol, cuíca, surdo, corneta e trombone, saxofone, zabumba, com coro exclusivamente feminino

 

 

Em Pernambuco existem diversos grupos como:

 

Nação Estrela Brilhante
Nação Leão Coroado
Nação Porto Rico
Nação Elefante
Cambinda Estrela
Encanto da Alegria
Nação Pernambuco
Maracatu Nação Olinda
Maracatu Badia
Ouro do Porto
Nação do Engenho
Maracambuco
Várzea do Capibaribe
Batuque Estrelado
Leão Negro (Olinda)
Maracatu Chuva de Prata (Olinda)
Maracatu A Cabralada (Olinda)
Maracatu Vila Nova (Surubim)
Aurora Africana (Jaboatão dos Guararapes)
Maracatudo Camaleão (Olinda)

Pe no Carnaval 2017-01-12 13:33:08 Safari Studio Safari Studio
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O Bloco Carnavalesco Caiporas de Pesqueiras irá ser registrado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, como patrimônio imaterial de Pernambuco. O Bloco é conhecidíssimo pelas suas marcaras durante o período carnavalesco, levando toda tradição e beleza para o Carnaval de Pesqueira.

Pe no Carnaval 2016-12-15 16:08:18 Safari Studio Safari Studio
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Origem
As fantasias de Carnaval eram bastante utilizada pelas elites no ano de 1930. Nas ruas era bem frequente encontrar fantasias como Pierrots,colombinas, palhaços, cupidos,fadas,anjos, e bruxas, essas eram consideradas as principais fantasias da época. Depois da segunda guerra e a crise mundial, as fantasias passaram a ser mais simples, pois, as pessoas mais pobres começaram a produzir suas próprias fantasias, com papel crepom e materiais de baixo custo.
Ao passar do tempo a criatividade das pessoas foram ficando maior, e hoje, temos um avanço enorme nas fábricas de fantasias. Existem fantasias de vários tipos, cores, formas e até aquelas em que as próprias pessoas criam.

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Pe no Carnaval 2016-12-02 13:00:39 Safari Studio Safari Studio
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Conhecido por resgatar a memória dos carnavais passados, os Blocos líricos sempre trazem a emoção para todos, não importa a idade, o tamanho, o gênero, etc. Cada um tem a  sua História, cada um com caminhos diferentes, mas o objetivo comum é levar a alegria aos foliões, levando toda a magia para o Carnaval de Pernambuco.

 

O Bonde:

Bloco Lírico O Bonde. Créditos: Fernando Silva/ Divulgação.
Bloco Lírico O Bonde. Créditos: Fernando Silva/ Divulgação.

 No dia 27 de setembro de 1991, sob o comando do carnavalesco Cid Cavalcanti, surgia um pequeno grupo, O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico. Tendo como a principal fonte inspiradora, a música do nosso grande compositor pernambucano, “Capiba: Quem vai pra Farol é o Bonde de Olinda!”

 

Suas cores: Vermelho, branco e dourado, dão ainda mais a expressividade aos primorosos e criativos figurinos e adereços, que são confeccionados com sofisticação e profissionalismo.
Para o O Bonde não tem idade e apenas um requisito predoina para quem participa ou gostaria de ver os seus desfiles: O Amor pelo Carnaval de Pernambuco.

 

 

Bloco da Saudade:

Bloco da Saudade conta sua rica história. Foto: Acervo Pe no Carnaval
Bloco da Saudade conta sua rica história. Foto: Acervo Pe no Carnaval

Bloco da Saudade foi criado a partir de uma canção do célebre compositor de frevos Pernambucanos, com a proposta de reviver os carnavais líricos da primeira metade do século passado.

 
Na Letra da canção , o autor quis idealizar o bloco da saudade, uma agremiação  que tomaria as ruas de Recife e de Olinda, para que as pessoas revivessem aqueles inesquecíveis grupos carnavalescos.

 
Onze anos após Edgard Moraes ter composto a canção , um grupo de amantes do carnaval, o intelectual e estéticoAntonio José madureira, conhecido como Zoca e o jornalista Marcelo Varela , apostou com o compositor que criaria o Bloco da Saudade, e que com o bloco reviveria os antigos carnavais, já que a tradição encontrava-se  perdida.

 
Pela primeira vez na rua, o bloco da saudade desfilou pelo bairro do cordeiro em 1974, ainda sem o característico Abre-alas. Os fundadores do bloco trouxeram de volta a tradição dos blocos de pau e corda ao melhor carnaval do mundo, o carnaval de Pernambuco.

 

 

Cordas e Retalhos:

Bloco Cordas e Retalhos. Créditos: Acervo PE no Carnaval
Bloco Cordas e Retalhos. Créditos: Acervo PE no Carnaval

Fundado em 1998o bloco lírico Cordas e Retalhos, participou pela primeira vez do Carnaval em 1999, no Encontro de Blocos do Recife Antigo e em Olinda. A sugestão para o nome e a composição que se tornou o hino do bloco são de autoria da professora e psicóloga Conceição Rocha. Escolhidas por votação, as cores oficiais do bloco ficaram vermelha e o branco.

 

Denominado Bloco Carnavalesco Misto Cordas e Retalhos, o termo “misto”, que remonta à origem desse tipo de agremiação no Recife, indica a presença feminina nos cordões, uma novidade naquela época, pelo menos nos desfiles de rua. As “cordas” são uma referência aos instrumentos que compõem a nossa orquestra, caracteristicamente chamada de Pau e Corda (violões, banjos, cavaquinhos, bandolins, além dos instrumentos de sopro e percussão e das vozes do coro feminino). E, finalmente, os “Retalhos” fazem referência à multiplicidade de formas, cores, sensações e sentimentos que afloram no carnaval (metáfora usada por compositores como Levino Ferreira, em “Retalhos de Saudade”; e Romero Amorim, em “Retalhos de Felicidade”, composta em homenagem ao bloco, gravada em CD pela Fundação de Cultura do Recife e lançada para o Carnaval de 2001).
Em 2001, o Cordas e Retalhos passou a ser chamado de Bloco Carnavalesco Lírico Cordas e Retalhos, já que essa denominação expressa mais as características do bloco e da sua música. A mudança do nome tem uma explicação feita pelo professor Julio Vila Nova, onde ele explica no artigo (“Bloco Lírico”), publicada no jornal do Commercio no dia 24/02/2001.

No mês de março em 2002, o Bloco Cordas e Retalhos deu início, na Várzea, à série dos encontros Itinerantes de Confraternização dos Blocos Líricos. ocorridos mensalmente durante todo o ano de 2002 e parte de 2003, em diversos locais do Recife e de cidades vizinhas

 

Bloco das Flores:

 

Bloco das Flores.  Foto: Acervo Pe no  Carnaval
Bloco das Flores. Foto: Acervo Pe no Carnaval

O Bloco das flores é o primeiro bloco carnavalesco do Recife. Confira a seguir toda sua história, encanto e muita tradição.

Na década de de vinte do século passado, um grupo de Carnavalescos de músicos e compositores, liderado por Pedro Salgado, Guilherme, Raul Moraes,  Felinto e Fenelon, entre outros, deram inicio a uma nova categoria de frevo, sendo o Bloco da Flores o primeiro do Recife. A partir dai , surgiram  diversas outras agremiações, consolidando o ritmo frevo de bloco e o bloco lírico enquanto agremiação.

 

Em 1937, o bloco parou de desfilar, pelo os falecimentos de Pedro Salgado e Raul Moraes, compositor e diretor da orquestra.

Em 2000 o bloco foi restaurado por amantes das tradições do carnaval de Pernambuco: Maestro Ciará, Maria José ( Zita) Francisco de Assis Maciel dos Santos, Maria dos Prazeres Oliveira de Maria, Vilma Ferreira de Oliveira, Wagner Marinho, Janduhi e Aparecida Pedrosa de Melo, Jane Emirce de Melo, Cícero Francisco, Silvio Roberto e Luiz Francisco ( Nunes).

 

Pe no Carnaval 2016-11-14 18:02:03 Safari Studio Safari Studio
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Era dia 27 de setembro de 1991 quando sob o comando do carnavalesco Cid Cavalcanti surgia um pequeno grupo, que aos poucos foi crescendo, tomando forma, cores e exuberância. Tendo como fonte inspiradora a música do ilustre compositor pernambucano Capiba: “Quem vai pra Farol é o Bonde de Olinda!”, o grupo é nomeado oficialmente como O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico.

 

No dia 27 de setembro de 1991, sob o comando do carnavalesco Cid Cavalcanti, surgia um pequeno grupo, O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico. Tendo como a principal fonte inspiradora, a música do nosso grande compositor pernambucano, “Capiba: Quem vai pra Farol é o Bonde de Olinda!”

 

Suas cores: Vermelho, branco e dourado, dão ainda mais a expressividade aos primorosos e criativos figurinos e adereços, que são confeccionados com sofisticação e profissionalismo.
Para o O Bonde não tem idade e apenas um requisito predoina para quem participa ou gostaria de ver os seus desfiles: O Amor pelo Carnaval de Pernambuco.

 

Para o Carnaval de 2017, ainda não foram divulgadas as datas dos seus ensaios, mas sabemos que muita emoção o Bonde irá nos trazer. Fique atento (a) na nossa programação.

Pe no Carnaval 2016-10-20 00:59:12 Safari Studio Safari Studio
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Praça do Carmo geralmente é um ponto de encontro entre os amigos no Carnaval, não é verdade? “Te encontro onde? Ali na praça do Carmo”, alguns sabem que o vuco-vuco é enorme e pode até se perder, então é comum escutarmos “Se a gente se perder, fica na praça do Carmo”

 

A Praça do Carmo carrega diversas histórias, considerada a maior praça da cidade de Olinda, ela é na verdade é um complexo, onde seu nome é emprestado da Igreja Santo Antônio do Carmo, a primeira da ordem carmelita construída no Brasil.

 

No Carnaval ela funciona como o polo infantil, a garotada tem uma programação especial com brincadeiras, concursos de fantasias e muito frevo. Para os adultos, também tem um polo especial onde toca coco de roda, maracatu e diversos atrativos para todas as idades.

 
Para o Carnaval de 2017, os polos da praça do Carmo ainda não foram definidos. Em breve divulgaremos aqui no Portal os polos e toda a sua programação.

Leia também Olinda reúne diversas riquezas gastronômicas.

Leia também Você conhece bem Olinda?

Pe no Carnaval 2016-10-17 09:15:18 Safari Studio Safari Studio
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Frevo de Rua: É o frevo feito exclusivamente para dançar,completamente instrumental. Ele se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, por isso é considerado um ritmo  exclusivamente para dançar. Ele pode ter notas agudas, introdução de semicolcheias (frevo ventania), e a predominância de pistões e trombones.

 

Frevo canção: Frevo mais lento, com algumas semelhanças em relação à marchinha carioca. É composto por uma introdução e uma parte cantada, terminando ou começando com um refrão.
O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estribilhos.

 

Frevo de Bloco:
Originada das serenatas realizadas paralelamente ao carnaval, no início do século. A orquestra de Pau e Corda é composta de banjos, violões, cavaquinhos e recentemente vem sendo utilizado também o clarinete.

O Frevo de bloco foi comemorado no último domingo (06), com o 13° encontro de blocos líricos no Recife Antigo. Diversos blocos levaram a emoção dos antigos carnavais. Confira como foi AQUI. 

 

Pe no Carnaval 2016-10-08 10:00:07 Safari Studio Safari Studio
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Pernambuco é recheado de de riquezas culturais, além de possuir praias belíssimas, uma gastronomia impecável, um povo bonito que só a gota, Pernambuco possui o melhor Carnaval do mundo. Diversas cidades levam para os foliões carnavais belíssimos, onde a felicidade e tradição definem bem os dias de folia.

Pernambuco é o local mais indicado para curtir o carnqaval. Créditos: Welington Silva/PE no Carnaval
Pernambuco é o local mais indicado para curtir o carnaval. Créditos: Welington Silva/PE no Carnaval

Confira um pouco a histórias das 22 cidades do nosso estado, as mais belas cidades que além de possuir uma história riquíssima, tem o melhor Carnaval do mundo:

Veja a lista das cidades:

Águas Belas
Arcoverde
B. de São Francisco
Bezerros
Catende
Goiana
Ipojuca
Itamaracá
Jaboatão
Nazaré da Mata
Olinda
Paudalho
Pesqueira
Petrolina
Recife
Salgueiro
Surubim
Tamandaré
Timbaúba
Trindade
Triunfo
V. de Santo Antão

Pe no Carnaval 2016-09-30 23:51:09 Safari Studio Safari Studio
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A la ursa ou o Urso do carnaval  é herança européia.

Seu início foi no século XIX com os imigrantes Italianos. Entre eles, a comunidade cigana ligada a arte circense que, entre outros espetáculos apresenta ursos amestrados. Esse número populariza a imagem do urso e o insere definitivamente na cultura nordestina.

A figura central é o urso, um homem vestindo um velho macacão coberto de estopa, veludo, pelúcia ou agave com sua máscara de papel machê pintada de cores variadas, preso por uma corda na cintura. Segurado pelo domador, O urso dança e encanta para a alegria de todos  ao som de músicas carnavalescas ou até mesmo  podendo variar para o baião, forró, xote e até mesmo a polca.

Créditos: Foto: Deyse Euzébio/ Divulgação.
Créditos: Foto: Deyse Euzébio/ Divulgação.

De inicio, a brincadeira era caraterizada apenas pela presença do urso, do domador e do caçador, acompanhados de alguns músicos. Hoje, é comum ver várias crianças nas ruas durante o carnaval, batendo latas, puxando alguém fantasiado de urso e gritando “A La Ursa quer dinheiro, quem não dá é Pirangueiro”

No Recife a presença do Urso do carnaval ou a La ursa foi registrado pela primeira vez numa crônica publicada em 1948.

Os principais instrumentos da orquestra são: sanfona, triângulo, pandeiro, reco-reco, ganzá, tarol e surdo, podendo incluir cavaquinho, violão, banjo, clarinetes e trombones.

Alguns ursos que fizeram ou fazem a alegria do Carnaval de Pernambuco, O Urso Polar de Areias (fundado em 1950), o Urso Preto da Pitangueira (fundado em 1957), o Urso Texaco (fundado em 1958), o Urso Branco da Mustardinha (fundado em 1962), o Urso Popular da Boa Vista (fundado em 1964) e o Urso Minerva (fundado em 1969).

Pe no Carnaval 2016-09-09 21:05:36 Safari Studio Safari Studio
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História e tradição definem sobre os blocos tradicionais carnavalescos. Não basta se divertir ao som de muita orquestra de frevo, é preciso saber da  origem de cada bloco. Confira 4 blocos carnavalescos e sua origem.

 

Ceroula de Olinda:

A Ceroula de Olinda foi fundada em 5 de Janeiro de 1962, por um grupo de 6 pessoas, Antonio Aurélio Sales (Cabela), o fundador e atual presidente de honra, Arthur Ferreira, Gilvan Gonçalves, Lúcio, Lucilo Araújo, Jamones Góes. O nome Ceroula surgiu numa contraposição à outra troça da cidade, o Pijama. Desde então, é muito frevo no pé ano a ano.

Foto: Acervo PE no Carnaval. Bloco Ceroula de Olinda
Foto: Acervo PE no Carnaval. Bloco Ceroula de Olinda

 

Misto Madeira do Rosarinho:

O bloco carnavalesco Misto Madeira do Rosarinho foi fundado no dia 7 de setembro de 1926.
Seu símbolo é um escudo, com as cores vermelha, branca e o verde.
Entre suas marchas destacam-se “Paraquedista” “Me apaixonei por você
e a que está na boca do povo  de autoria do mestre Capiba em 1963, “Madeira que cupim não rói

 

Bloco da Saudade:

 

O Bloco da Saudade foi criado a partir de uma canção do célebre compositor de frevos Pernambucanos, com a proposta de reviver os carnavais líricos da primeira metade do século passado.
Na Letra da canção , o autor quis idealizar o bloco da saudade, uma agremiação  que tomaria as ruas de Recife e de Olinda, para que as pessoas revivessem aqueles inesquecíveis grupos carnavalescos.
Onze anos após Edgard Moraes ter composto a canção , um grupo de amantes do carnaval, o intelectual e estéticoAntonio José madureira, conhecido como Zoca e o jornalista Marcelo Varela , apostou com o compositor que criaria o Bloco da Saudade, e que com o bloco reviveria os antigos carnavais, já que a tradição encontrava-se  perdida.
Pela primeira vez na rua, o bloco da saudade desfilou pelo bairro do cordeiro em 1974, ainda sem o característico Abre-alas. Os fundadores do bloco trouxeram de volta a tradição dos blocos de pau e corda ao melhor carnaval do mundo, o carnaval de Pernambuco.

Foto: Acervo Pe no carnaval. Bloco da saudade
Foto: Acervo Pe no carnaval. Bloco da saudade

Pitombeira dos quatro cantos:

A Pitombeira dos Quatro Cantos, foi fundado no dia 17 de fevereiro de 1947, por foliões dos bairros do Amparo e dos Quatro Cantos.
A troça percorre todas as ladeiras de Olinda, seu estandarte é feito por um losango e nele está desenhado uma parte dos Quatro Cantos e da Rua Prudente de Moraes, tem pendurado dois cachos enormes de pitomba.
Suas cores são o amarelo e o preto.  Seu hino foi composto por Alex Caldas em 1950, e é um dos mais conhecidos e tocados em Pernambuco, principalmente durante o Carnaval.

Foto: Acervo PE no Carnaval. Pitombeira dos quatro cantos
Foto: Acervo PE no Carnaval. Pitombeira dos quatro cantos

 

Confira a programação de grandes Blocos carnavalescos AQUI.

Pe no Carnaval 2016-09-09 11:00:40 Safari Studio Safari Studio
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Na Quarta-feira de Cinzas , o Bloco Carnavalesco Bacalhau do Batata anima a manhã dos Olindeses, com boneco gigante e uma orquestra de frevo, o bloco mostra que o carnaval pernambucano não termina na terça-feira.

A concentração aconteceu em frente a Catedral da Sé com uma Orquestra contagiante , a corrida dos papudinhos, a tradicional batida e o delicioso munguzá.

 

Créditos: Williams Aguiar. Bacalhau do Batata
Créditos: Williams Aguiar. Bacalhau do Batata

História do Bloco: 

 

Criada pelo garçom Izaías Pereira da Silva, o Batata, a agremiação foi a maneira encontrada pelo fundador para o bloco carnavalesco destinado àqueles que, por trabalharem durante o período de festas momescas, deixavam de brincar o Carnaval. O estandarte do bloco traz os ingredientes de uma bacalhoada e o boneco gigante confeccionado em homenagem ao garçom sai na linha de frente da troça.

 

Créditos: Katherine Coutinho. Bacalhau do Batata
Créditos: Katherine Coutinho. Bacalhau do Batata

O Bacalhau do Batata é uma excelente opção para aquelas pessoas que não querem dar tchau ao Carnaval. Anota ai na agenda que o Bacalhau sairá pelas ladeiras da cidade alta no dia 01 de março.

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Pe no Carnaval 2016-09-09 09:30:39 Safari Studio Safari Studio
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O Bloco das flores é o primeiro bloco carnavalesco do Recife. Confira a seguir toda sua história, encanto e muita tradição.

Na década de de vinte do século passado, um grupo de Carnavalescos de músicos e compositores, liderado por Pedro Salgado, Guilherme, Raul Moraes,  Felinto e Fenelon, entre outros, deram inicio a uma nova categoria de frevo, sendo o Bloco da Flores o primeiro do Recife. A partir dai , surgiram  diversas outras agremiações, consolidando o ritmo frevo de bloco e o bloco lírico enquanto agremiação.

 

Em 1937, o bloco parou de desfilar, pelo os falecimentos de Pedro Salgado e Raul Moraes, compositor e diretor da orquestra.
Em 2000 o bloco foi restaurado por amantes das tradições do carnaval de Pernambuco: Maestro Ciará, Maria José ( Zita) Francisco de Assis Maciel dos Santos, Maria dos Prazeres Oliveira de Maria, Vilma Ferreira de Oliveira, Wagner Marinho, Janduhi e Aparecida Pedrosa de Melo, Jane Emirce de Melo, Cícero Francisco, Silvio Roberto e Luiz Francisco ( Nunes).

Foto: Katherine Coutinho /G1 PE. Bloco das Flores
Bloco das flores em uma das suas apresentações. Foto: Katherine Coutinho /Divulgação. 

Hoje o bloco das Flores agrega pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais. Turistas e até mesmo os moradores de Pernambuco se encantam com essa modalidade de Frevo, que a casa ano vai aumentando a magia. É a agremiação com o maior número de Frevos em sua homenagem, o seu repertório contém mais de vinte composições de grandes autores.
Com Flores, Perfume, belíssimas canções e fantasia , a agremiação desfila com graça levando a paz do lirismo aos amantes do Carnaval de Pernambuco.

Pe no Carnaval 2016-09-07 21:36:48 Safari Studio Safari Studio
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